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Gardens
| História
As referências históricas ao local onde se encontra o Parque da Pena remontam ao século XIV, altura em que aí se teria erigido uma pequena ermida consagrada a Nossa Senhora da Peña, antiga designação de penedo.
A ermida teria dado lugar, em 1503, ao Real Mosteiro de Nossa Senhora da Pena
Com a extinção das ordens religiosas, em 1834, o mosteiro ficou abandonado. Quatro anos mais tarde, o mosteiro e a mata circundante foram vendidos, em hasta pública, a D. Fernando de Saxe-Coburgo Gotha, rei consorte de D. Maria II (r.1834-1853).
Por volta de 1840, encomenda ao Barão de Eschwege, arquitecto militar da Renânia, que trabalhava em Portugal como engenheiro de minas, um projecto para um "Palácio Novo".
O resultado foi descrito por Richard Strauss, aquando da sua visita a Sintra: "Hoje é o dia mais feliz da minha vida. Conheço a Itália, a Sicília, a Grécia e o Egipto e nunca vi nada que valha a Pena. É a coisa mais bela que tenho visto. Este é o verdadeiro jardim de Klingsor - e, lá no alto, está o castelo do Santo Graal".
O Parque da Pena
Em colaboração com o Barão de Eschwege e o Barão de Kessler, D. Fernando II (reg.1853-1855) vai definir também o plano e projecto do Parque que viria a envolver o Palácio da Pena. Aproveitando o terreno acidentado, a fertilidade do solo e a singularidade climática da serra, manda plantar um imenso arvoredo, originário de regiões distantes, enquadrando, bem ao gosto romântico da época, ruínas, pavilhões e pequenas construções para criar ambientes diversos e cenários de inigualável beleza natural.
A intervenção botânica na serra foi de grande envergadura, já que a imagem profundamente arborizada da serra de Sintra, que hoje conhecemos não correspondia, de modo algum, à realidade na segunda metade do século XIX.
Além de espécies florestais europeias, foram introduzidas muitas outras originárias de regiões distantes. Foi o caso das sequóias e túias da América do Norte, das araucárias do Brasil e da Austrália, das criptomérias do Japão e dos cedros do Líbano. Construiu-se assim, um ambiente natural de rara beleza e de enorme importância científica que, seguramente muito contribuiu para a classificação de Sintra, pela Unesco como Património da Humanidade.
Pontos notáveis do Parque:
Horta dos Frades ou Jardim da Rainha
O nome deve-se ao facto de ser esta a localização da primitiva horta dos frades que habitavam o mosteiro no século XVI. Actualmente toma a designação de Jardim da Rainha, por se supor ter sido mais tarde construído para a rainha D. Amélia.
Picadeiro
O picadeiro serviu para as lições de equitação dos príncipes, para garraiadas e como local onde se guardavam os coches. À sua volta existiam magníficas sequóias vindas da América do Norte, que o ciclone de 1941 viria a destruir. Felizmente, foram poupadas as magnólias que nos oferecem um espectáculo magnífico na época de floração.
Alto de Santo António
O seu nome deve-se a uma capela circular que aí existia dedicada a Santo António, pertencente ao antigo mosteiro jerónimo. No local foi construído, segundo um projecto do pai de D. Fernando II, o Templo das Colunas, miradouro, hoje envolvido pela densa vegetação do parque e de onde se podia desfrutar uma das mais belas vistas sobre o Palácio.
Gigante
No alto do aglomerado de rochedos encontra-se a estátua do Gigante, assim chamada pela sua estatura, estando localizada no penedo da Tapada do Ferreira, a cerca de 490 metros de altitude.
Cruz Alta
É o ponto mais alto da serra de Sintra, atingindo os 529 metros de altitude. O seu nome deve-se a uma cruz que lá foi colocada no século XVI, por ordem de D. João III. Esta cruz, em pedra e com uma estrutura interna de ferro foi atingida várias vezes por relâmpagos, acabando por ser destruída.
Alto de Santa Catarina
Este seria o miradouro preferido da rainha D. Amélia, mulher do rei D. Carlos I. Por esse motivo, o banco que aqui se encontra talhado na rocha granítica é chamado o "Banco da Rainha". Daqui é possível avistar o Palácio e a copa das árvores. As espécies que enquadram este miradouro são, na sua maioria, carvalhos (carvalho-negral), parte importante da floresta primitiva da serra.
Gruta do Monge
Ainda no tempo do mosteiro, este foi um dos locais utilizados pelos frades Jerónimos como local de meditação e recolhimento.
Feteira da Rainha
A este vale terá sido dado o nome de Feteira da Rainha em homenagem à rainha D. Amélia. A feteira é constituída por uma colecção de fetos, alguns originários da Austrália e da Nova Zelândia, a que se juntaram castanheiros autóctones, faias e carvalhos que coexistem com os rododendros asiáticos, camélias e bordos do Japão, bem como uma túia gigante, oriunda da América do Norte.
Fonte dos Passarinhos
Pavilhão erigido em 1853, inspirado na cultura árabe. De base octogonal, encimado por uma cúpula esférica, apresenta uma inscrição em árabe, na qual se alude à grandiosidade da obra de D. Fernando, comparando-a à de D. Manuel I. Os azulejos e diversos elementos decorativos neo-mouriscos, pontuam o parque de elementos exóticos e orientalizantes, próprios da gramática decorativa do Romantismo.
Tanque dos Frades
Localizado no topo do Jardim das Camélias, é um dos raros vestígios do tempo dos frades. O Jardim das Camélias, que oferece um espectáculo de formas, de cor e de texturas na época de floração, consiste numa extraordinária colecção de diferentes variedades desta espécie e é, também, um dos poucos jardins formais de todo o Parque.
Vale dos Lagos
Aproveitando as linhas de água de todo o Parque que confluem para este vale, criaram-se aqui cinco lagos, rodeados por fetos arbóreos e árvores de grande porte. Destacam-se o Lago de São Martinho, com uma pateira em forma de torre medieval, e o Lago do Pesqueiro, onde se conta que o rei D. Carlos pescava carpas.
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| | Activity | Museu Parque | | Classification | Monumento Nacional 1910 | | Access | | | District | Lisboa | | County | Sintra | | Location | S Pedro Penaferrim | | Area | | | Gps | n38.47.15w9.23.5 | | Site | | | Email | | | Phone | | | Direction | |
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